Cálices cheios de vinho
ostentam a riqueza pobre
dos esnobes cheios de vícios
velhos indícios.

Cálices cheios de lágrimas
escondem as mentiras da ordem
e do progresso exagerado,
impregnados sob o céu arranhado,
cada dia mais caro.

Desperdício impetrado
na imparcial dualidade das bebidas.

Duas doses a mais por hoje bastam. De água limpa!
O sono espreita e bons sonhos me esperam, acordados.