Na complexidade pífia
das vias unidas por flanges
vou, venho e vaio

a liberdade extorquida da infantaria
a ferida mórbida de todos os tragos

Cinzas de um cigarro velho
furado de palha cercada
encharcado de fumo estragado

a pinga e um passo de pés atados
a espingarda virada com cunho de prata

Aponta pro horizonte do
passado destoante
destruído e destituído do vício
das crenças com turbantes

o invólucro lacrado de pó de berro
o soro enlatado em balde de ferro

Tudo cintila com o tilinto da brisa.

É primavera e o sol gira no giro liso
do girassol, gérberas, orquídeas
e um lençol estendido no varal
balança ao som de violetas e lírios.