Transborda e escorre pelas
lanças dos dedos amargos
de sal e segredos o sangue
da nata.

Transcorre nos becos sujos
de leite entranhado de sobriedade
impura na imparcialidade
dos mudos.

Nesse frio.
À quente.
Ferve.
Transborda.
Nada.
Só a Nata.