Sou metal de zinco
dois pedaços de aço
torso sujo de cobre
ferro torcido por dentro

Sou ferrugem do vinco
alumínio velho franzido
lataria de carro batido
massacrada pelo vento

Sou parafernália encalhada
nas areias do destino
página solta de um livro
inacabado pelas traças

Sou tudo aquilo descartável
sem sentido, vago e vulgar
memória vazia inflamável
sem motivos pra ficar

Não sei quem Sou.